As Florida Keys, arquipélago no extremo sul do Estado norte-americano da Flórida, são um belo destino turístico para quem gosta de sol, calor, paisagens, natureza, praia, esportes aquáticos, agito ou descanso. Ele atrai desde os “snow birds” (idosos americanos ou europeus que “fogem” do inverno e da neve) até jovens casais com filhos, passando por gays a fim de balada e estrangeiros de todo canto.




005-Map-Florida-Keys-TerragraphicsDá para chegar às Keys pelos barcos turísticos que partem dos portos de Fort Myers ou Miami, ou de avião, desembarcando nos aeroportos de Marathon e de Key West.

Mas o legal mesmo é o caminho até Key West de carro, pela Overseas Highway (ponta sul da rodovia federal norte-americana 1). Só ele já vale a viagem.

A rodovia foi inaugurada em 1938, para substituir a estrada construída em 1912 por Henry Flager e destruída por um furacão em 1935. Ela começa nos subúrbios ao sul de Miami e vai ligando as várias ilhas, oferecendo paisagens costeiras magníficas e uma série de 42 pontes que impressionam quem gosta de engenharia.

O caminho de 181 km leva quatro horas para ser feito em velocidade moderada. Mas vale a pena ir com mais calma, parando para ver a paisagem, as aves marinhas e para visitar as muitas surpresas, parques, museus e outras atrações espalhados ao longo do caminho -à esquerda de quem vai, o oceano Atlântico, e, à direita, a baía da Flórida e o golfo do México.As Florida Keys são divididas em cinco partes: Key Largo, Islamorada, Marathon, Big Pine e Lower Keys e, finalmente, Key West.

 

 

 

Em seguida, vem Islamorada, um conjunto de pequenas ilhas considerado o quartel-general dos pescadores americanos e que é sede de vários torneios intFlorida_Keys_2007ernacionais de pesca ao longo do ano.

Em Marathon, a principal atração é a Seven Miles Bridge, obra impressionante de engenharia: uma ponte que tem quase sete milhas (cerca de 11 km). Outra atração é Crane Point, sítio histórico e arqueológico com registro da civilização pré-colombiana da região.

Também é possível interagir com golfinhos do Dolphin Research Center ou visitar o Museu de História Natural das Keys. Vale lembrar que muitas entidades de proteção aos animais condenam esse tipo de parque, por acreditar que os bichos são submetidos a tratamento cruel.

A viagem segue por Big Pine e pelas Lower Keys, também chamadas de “as Keys naturais”, conhecidas pela fauna, pela flora e pelo recife de Looe Key, considerado um dos melhores lugares do mundo para mergulhar. Outra opção é o parque estadual de Bahia Honda Key, com lugar para camping, piqueniques e esportes aquáticos.

Há muitas opções de hospedagem em Marathon e Islamorada para quem quiser gastar mais tempo no caminho entre as Keys. E também tem restaurantes para todos os gostos (até uma insuspeita churrascaria brasileira), refletindo a diversidade étnica típica da Flórida. Por exemplo: você pára numa pizzaria com jeito de americana, mas os donos são venezuelanos, e a comida é excelente.

Key West
Por fim, chega-se pela Overseas Highway a Key West, ilha de cerca de 20 quilômetros quadrados, caracterizada pela calma, pela diversidade, pelo charme “século 19”, pela arquitetura típica que mistura o colonial espanhol com influências de Bahamas e de Cuba. Um antigo refúgio de piratas cujo clima quente e calmo atraiu, ao longo do século 20, escritores como Ernerst Hemingway, Tennessee Williaflorida-keysms e Elizabeth Bishop e, atualmente, recebe cerca de 3 milhões de turistas ao ano, segundo o escritório turístico das Keys.

A exemplo das demais ilhas, Key West tem enfrentado nos últimos anos o desafio de manter o espírito típico, não virando um “point” turístico pasteurizado como os parques temáticos que caracterizam a Flórida.

Esse dilema aparece já na hora de se hospedar. Muitas das principais redes de hotéis estão lá, mas também é possível dormir bem e barato nas pequenas “bed and breakfasts” que funcionam em casas restauradas da região central. O mesmo vale para a comida: as principais redes de fast food marcam presença, mas é possível achar saídas, mais ou menos refinadas, para todos os bolsos.

Para quem gosta de aventura, a ilha tem opções de mergulho e de passeios de barco. Ela também abriga o Museu Marítimo Mel Fisher, batizado em homenagem ao caçador de tesouros que resgatou mais de US$ 400 milhões do galeão espanhol Nuestra Señora de Atocha, naufragado no século 17 a 72 km da costa. No museu, é possível conhecer mais sobre esse e outros navios naufragados e sobre a história do arquipélago.

Outra pedida é a Sunset Celebration, que ocorre no sofisticado píer de Mallory Square e atrai hordas de turistas. Apesar do clima meio “fake” e do mau gosto de alguns shows de acrobacias com animais, a paisagem é magnífica.

A Duval Street, rua principal do centro de Key West, tem diversão para todos os gostos. Galerias de arte, bares, restaurantes, compras. Para quem gosta de bater perna (ou fazer uma “Duval Crawl”, rastejo pela Duval, como dizem os locais) e ver vitrines, é um prato cheio.

Destino gay
Key West é considerado um dos principais destinos do turismo gay na América. Segundo o escritório local de turismo, um quarto da população local é composta de gays e lésbicas. Eles foram, aliás, os principais responsáveis pelo “renascimento” da ilha e pela restauração de muitas casas históricas a partir dos anos 1970.

Enfim, as Keys podem ser uma boa pedida turística para quem quer conhecer uma Flórida que vai um pouco além de cidades como Miami e Orlando.

Creditos e Fonte : ROGER MODKOVSKI
Em Florida Keys

 

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