Os desafios da economia estão gerando oportunidades de negócio para o turismo. Na tentativa de manter a ocupação dos hotéis, a movimentação dos atrativos turísticos e a venda de bilhetes aéreos, empresas do setor estão reinventando estratégias para comercializar seus produtos. Uma delas é o acesso ao crédito.

Por iniciativa do Ministério do Turismo, o viajante passou a ter uma linha especial na Caixa Econômica Federal, que, no ano passado, emprestou R$ 270,3 milhões, mais que o dobro do valor de 2010. O financiamento pode ser feito em até 48 meses e cobre despesas com meios de hospedagem, companhias aéreas, restaurantes, agências de viagens, locadoras de automóveis e parques temáticos.

O setor de viagens continua em alta no país. O número de viagens domésticas passou de 186,1 milhões em 2010, para 206 milhões no ano passado, um crescimento de 10,75%.  São cerca de 60 milhões de brasileiros consumindo viagens no país. O interesse do brasileiro de viajar pelo país também cresceu. Segundo a última pesquisa do Ministério do Turismo, entre os entrevistados que manifestaram intenção de viajar, 73% escolheram destinos nacionais, especialmente da região Nordeste.

De acordo com o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, a Olimpíada e o dólar elevado  devem contribuir para alavancar o turismo nacional neste ano e no próximo. O estímulo a viagens pelo Brasil, com o câmbio favorável, também vem de fora. Recentemente, uma grande companhia aérea estrangeira lançou um ticket específico para os americanos viajarem pelo Brasil, ao valor de US$ 299 por um período de 10 dias, com viagens ilimitadas por mais de 100 cidades, ou US$ 399 por 21 dias.

“O Ministério do Turismo tem o papel de incentivar essas linhas de crédito para que mais brasileiros viajem pelo país e mais empresários invistam no turismo”, diz o coordenador geral de investimentos do Ministério do Turismo, Marcio Vantil. Na mesma linha da Caixa, um crediário do Banco do Brasil parcela a compra de pacotes de viagem, passagens aéreas e hospedagem. No ano passado, foi concedido cerca de R$ 1,14 milhão em créditos a correntistas, um gasto médio alto, de cerca de R$ 3.400 por pessoa.